Perder um animal de estimação pode ser uma experiência traumática para a família seja nos adultos ou crianças, porem um novo tratamento promete retardar os efeitos do envelhecimento em cães. Prolongando assim o tempo de vida do cachorro.

Um estudo em andamento na Universidade Washington está a estudar potenciais estratégias terapêuticas que possam aumentar os anos saudáveis que beneficiam os nossos caninos. "Acreditamos que a melhoria da expectativa de vida saudável em cães de é um objetivo digno em si. Para ser claro, o nosso objetivo é prolongar o período de vida em que os cães estão saudáveis, não prorrogar os já difíceis anos mais velhos ", escrevem os pesquisadores no site do projeto. "Imagine o que você poderia fazer com um adicional de dois a cinco anos com o seu amado animal de estimação no auge de sua vida. Isso está ao nosso alcance hoje."

O estudo iniciado com 32 cães de meia-idade (6-9 anos de idade, dependendo da raça), que estão sendo tratados com uma droga aprovado pela FDA (Food and Drug Administration),a rapamicina.

A rapamicina, também conhecida como sirolimus, é utilizada para prevenir a rejeição de órgãos transplantados em humanos, e também para combater o câncer. Em doses baixas, a rapamicina parece retardar processos de envelhecimento, com estudos mostrando que pode aumentar o tempo de vida de ratos e outros organismos.

"Se a rapamicina tiver um efeito semelhante em cães - e é importante ter em mente que não sabemos disso ainda - em seguida, um cão típico grande poderia viver de dois a três anos a mais, e um cão menor possa viver quatro anos a mais", relatou o geneticista Daniel Promislow "Mais importante do que os anos a mais, no entanto, é a melhoria da saúde de modo geral durante o envelhecimento é o que esperamos que a rapamicina possa proporcionar".

Os pesquisadores estão estudando como rapamicina pode afetar a função cardíaca, imunológica, atividade, peso corporal e capacidade cognitiva dos cães. Após o experimento que vai durar de 3 a 6 meses até estar completa, os cães serão monitorados para concluir se existem quaisquer melhorias significativas para o seu envelhecimento saudável e vida útil.

Além de estudos de intervenção com rapamicina, os pesquisadores também estão realizando um estudo longitudinal de envelhecimento em cães de estimação, seguindo os animais ao longo das suas vidas para tentar entender por que alguns cães vivem vidas longas, saudáveis, enquanto outros sucumbem a doenças como o câncer.

"Se pudermos entender como melhorar a qualidade e a duração da vida, é bom para os nossos animais de estimação e bom para nós", disse Promislow.

Fonte: Sciencealert

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Dr. Faislon, formado em medicina veterinária pela UFG, estagiou no hospital de veterinária da UFMG em clinica e cirurgia em pequenos animais, pós-graduado pelas Quallittas em cirurgias e clinicas em pequenos animais, já atua na área de clinica e cirurgia veterinária a 15 anos.

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